13 dezembro 2010

Sofrendo com a Saúde Pública

Sabe o que é pior do que ver seu filho doente?
É ver seu filho doente e ter que levá-lo ao pronto-socorro, passar horas sentado naquelas cadeiras pra lá de incômodas esperando e, quando você finalmente acha que o sofrimento vai acabar, ser mandado de volta pra casa.
Foi exatamente isso que aconteceu comigo e com a Anna Beatriz ontem à noite.
Há alguns dias que a Bia vem apresentando uma infecção nos dedos dos pés.
Sexta-feira, quando notei que as unhas dos dedos estavam infeccionadas, corri praticamente todas as farmácias de Itabira. Só que graças a nova lei de medicamentos, não consegui comprar nada além de um anti-séptico e mertiolate o que, obviamente, não adiantou absolutamente nada!!!
Com o passar dos dias a treco no dedo da Bia foi só piorando;
1 - porque ela não consegue se controlar e coça os dedos quando está dormindo à noite.
2 - devido ela ficar coçando, a infecção virou uma ferida aberta, em carne viva mesmo.
3 - porque apesar de estar com os dedos infeccionados, doendo, coçando e em carne viva, a menina é simplesmente incapaz de usar um chinelo nos pés!
Enfim, como durante o fim de semana nada funciona - nem médico, nem posto de saúde - fiquei fazendo assepsia do ferimento e esperando que melhorasse (ou pelo menos não piorasse) até que pudéssemos consultar com um médico.
Infelizmente não foi possível porque ontem à noite a Bia começou a reclamar, dizendo que os dedos estavam doendo muito! Ela não estava conseguindo nem pisar no chão mais!
Como era de dia baile, e em dia de baile não posso contar com a ajuda de vó, levei o Alexandre pra casa de Sandra e fiquei com Beatriz no pronto-socorro esperando pelo atendimento.
Como o caso dela foi diagnosticado como sendo azul na triagem (ou seja, de menor gravidade), toda criança que chegava acabava sendo atendida antes dela.
Passamos horas esperando até que fomos atendidas por um clínico geral.
O médico olhou os pezinhos dela e disse que não poderia receitar nada porque não era pediatra.
Que se quiséssemos poderíamos esperar mais um pouco ou buscar atendimento no posto familiar de manhã.
Deu pra imaginar aí a revolta da pessoa dentro desse hospital, né?
Eu estava simplesmente e totalmente indignada!!!
E com toda razão, diga-se de passagem!
Enfim, voltei pra casa com os meninos, dei banho neles, arrumei alguma coisa pra eles comerem (pois já passava das 23:00) e passei praticamente a noite toda acordada jogando buraco fechado esperando qualquer resmunguinho da Bia pra passar o anti-séptico antes que ela coçasse e ferisse os dedos ainda mais!
Daí hoje de manhã, bem cedinho, corri no posto familiar pra consultar a Bia e imaginem só o tamanho da minha surpresa ao descobrir que no posto não há nenhum médico. Pois é. Não tem.
Quem faz o atendimento bem como receita a medicação é uma enfermeira, acredita?
Mas isso foi porque eu não dei sorte, porque às vezes a gente consegue consultar com um estudante de medicina, olha só que bacana!!!
E agora? O que que eu devia fazer? Procurar um médico particular, né? Claro!!!! R$ 80,00 a consulta (tabelada!!!!)
Liguei pra um monte de gente, num monte de canto e, mais uma vez, adivinhem só: consultas só depois do dia 15/12, pode?
Até lá o pé da menina vai cair!!!!
Como quem não tem cão caça com gato, acabei passando na Bia os remédios que a enfermeira receitou.
Confesso que, apesar de não acreditar muito, a infecção parece bem melhor do que estava horas atrás.
Ainda assim, não me tranquilizou.
O jeito é continuar esperando e medicando até que um médico, de verdade dessa vez, dê uma olhada!!!

11 dezembro 2010

Lelê - O Independente

Eu: - Filho, você quer ajuda?
Lelê: - Não.
Eu: - Deixa, Lelê, mamãe te ajudar?
Lelê: - Não! Eu tei tilá sozinhu!
Eu: - Então tá bom. Você quem sabe....

Lelê: - MAMÃE!!!!
Eu: - Oi, preto. O que foi?
Lelê: - Tô prezo..... 
Eu: - Hushuahushuahushuahushua....
Lelê: - Pála, mamãe!!! Me adchuda....

Rei da Bagunça



Eu: - O QUE É ISSO, ALEXANDRE?!?!?
Lelê: - Hum... Num é nada não, mãe...
Eu: - Filho, você tá todo sujo!!!! Olha só pra você!!!
Lelê: - Hum... é ti eu télo tomá banhu...


Detalhe: ele tinha, literalmente, acabo de sair do banheiro!!!!!!
Como consegue fazer tanta besteira em tão pouco tempo, hein?
Alguém me explica....

07 dezembro 2010

Visita Iuri

Nesse fim de semana, depois de vários meses, o Iuri veio a Minas e os meninos puderam matar um pouquinho da saudade que estavam sentindo dele....
Segue algumas fotos do que rolou por aqui....
Beijos!!!
Foto panorâmica de Itabira

06 dezembro 2010

Cadê Meu Pai?...

Hoje, por volta das 3:30 da manhã, eu e João Paulo saímos para levar o Iuri até o aeroporto.
Pegamos a BR 381 e, apesar da chuva durante todo o percurso, fizemos uma viagem tranquila.
Graças a Deus, o Iuri chegou a tempo no aeroporto (o que, na verdade, não adiantou muita coisa uma vez que estava caindo uma tempestade federal aqui em Minas. Até tornado teve, acredita? Enfim.....) e voltamos com a mesma tranquilidade de antes.
Ao chegarmos em casa, por volta das 07:30 da manhã, encontramos a Bia e o Alexandre sentados à porta de casa brincando, o que achei muito estranho porque muito raramente eles acordam tão cedo.
Quando o Lelê viu o carro, começou a pular de alegria!!!!
Olhou para dentro pela janela e gritou: "- Tio Jão!!!"
Olhou mais uma vez e gritou: "- Mamãe!!!!"
Dessa vez ele olhou com um pouco mais de atenção e, ao invés de gritar, perguntou com a voz mais triste e decepcionada do mundo: "- Cadê o papai? Mamãe, onde o papai foi?"
Putz!!!!
Fiquei com os olhos cheios de lágrima na hora!!!!
Até João Paulo se comoveu.
Saí do carro segurando todo o medo de desapontar os meus filhos dentro do peito e expliquei que o papai teve que voltar para Fortaleza porque ele tinha que trabalhar.
Disse que ele os amava muito e que ele já estava morrendo de saudades dos dois!
E que, logo, logo, nós todos estaríamos reunidos no Natal.
Difícil, né?
Até minha sogra, coitada, passou um aperto quando, ao ligar para ter notícias do Iuri, teve que rebolar para responder o Lelê que incessantemente perguntava "- Vovó, cadê meu pai?"
Sofrido, viu?
Muuuuuuuuuuuuito sofrido......

Trombinha do Elefante

Esse fim de semana, apesar de todo o calor que fazia em BH, fizemos uma passeio suuuuuuuuuuper bacana ao zoológico!
Foi bárbaro!
Muito bom mesmo!
Daí, quando estávamos nos preparando para ir embora, decidimos dar uma paradinha rápida pra ver os elefantes.
Pense aí no tamanho do susto que tomamos quando chegamos lá e vimos esse lindo espécime macho e seu "quinto membro"?
Era, praticamente, uma perna atrofiada.
Enfim, como estávamos com os meninos, tentamos disfarçar ao máximo e não chamar muita atenção para o dito cujo.
Não adiantou de nada!!!
Bia: - Olha, papai!!! Tem uma trombinha na barriga dele!!!

30 novembro 2010

Agora Eu Entendi....

Hoje de manhã, pra não sair muito da rotina, enquanto descíamos a rua, o Lelê acabou tropeçando nos trilhos do trem e ralando um pouquinho os joelhos, que ficaram sujos de sangue e minério.
Como de praxe, chegamos em casa, limpamos, e colocamos um curativo (claro que com uma boa dose de drama, exagero e medo do ferimento doer).
Daí a pouco, quando chamei ele pra tomar banho pra ir pra escola, sabe o que ele disse?
Lelê: - Eu naum posso í pá colinha, mamãe.
Eu: - Não pode? Por que? - perguntei sem entender.
Lelê - Putê eu tô dodói!!! - disse ele como se fosse a coisa mais óbvia do mundo!
Aí está o motivo de tanto queda, tropeção, cabeçada, escorregão, topada, desequilíbrio....
O menino está tentando escapar da aula!!!
E olha que ele só tem 3 anos, hein?
Já pensou nas desculpas e estórias mirabolantes que ele vai ser capaz de inventar aos 14!!!!

Dentes da Bisa

Do nada, enquanto eu jogava buraco na net (pra variar....) a Bia apareceu na minha frente quase morrendo de tanto rir.
Bia: - Huahuahuahuahauhaua....
Eu: - O que foi, filha?
Bia: - Mãe, eu vi uma coisinha muito louquinha.... Hihihi - fazia ela com a mão na boca. - Muito engraçadinha.... Hihihi...
Eu: - O que, Bia? Pára de rir e me conta, filha!
Bia: - Ow mãe, você sabia que a bisa consegue tirar o dente dela pra escovar com a escova? Ela é muito louquinha mesmo...
Acredita que até agora ela está me perguntando como a bisa consegue "tirar os dentes" e ela não!
Hum...
Pensando bem, acho que vou aproveitar e fazer um leve 'terrorismozinho" sobre cáries....

27 novembro 2010

Mais Energia, Pra Quê?

Quem, de vez em quando, tem (ou já teve) vontade de procurar as pilhas do Lelê e tirar uma (ou duas...) pra ver se o menino pára um pouco?
Resposta unânime, né?
Todo mundo!!!!
Hehe...
Essa semana, sei lá porquê, o Lelê decidiu que precisava de energia extra e, como toda boa idéia do Alexandre, com essa também acabamos levando um susto enorme (pra variar...).
Ao chegar da escola, enquanto minha mãe preparava o lanche, o Lelê encontrou uma daqueles baterias redondinhas de relógio, sabe? E teve a brilhante idéia de enviá-la no nariz.
Não me perguntem como coube, mas a verdade é que quando cheguei em casa me deparei com uma Bia preocupada, um Lelê desesperado, minha mãe entrando e saindo da casa das minhas tias, e minha avó, com as melhores das intenções, com uma pinça na mão.
Como achei melhor não arriscar mexendo na bateria, liguei pra Lú e fomos juntas ao pronto-socorro.
Lá o Alexandre foi prontamente atendido e, em questão de poucos minutos, já estávamos sendo atendidos pelo pediatra de plantão.
Primeiro ele teve que fazer a assepsia do local, uma vez que havia uma quantidade enorme de secreção amarelada (eca!) saindo na narina.
Depois disso, utilizando um ganchinho específico e com muita força para segurar o Alexandre na maca, o médico puxou a bateria para fora do nariz.
Foi quando descobrimos que a bateria, devido a oxidação, havia vazado, deixando o nariz cheio de um líquido enegrecido (não era pra menos que havia tanta secreção!).
Mais uma vez foi necessário segurar o menino na maca para realização de outra assepsia, enquanto meu coração se partia ouvindo meu bebê dizer: 
Lelê: - Me adchuda, mamãe! Me adchuda! - ai que desespero!!!
Enfim, o que importa é que tudo terminou bem.
Tomara que ele tenha aprendido a lição e não coloque mais nada no nariz.
Ou, como disse o médido, que ele pelo menos tenha aprendido a substituir a bateria por feijão ou milho, já que esses não vazam!!!
Agora, de onde saiu a brilhante idéia de que esse menino precisava de bateria extra é que eu não sei!
Vai entender....

22 novembro 2010

Cachorro ou Gato?

De uns tempos pra cá, sei lá porque cargas d'água, a Bia e o Alexandre começaram a ter um pavor, um verdadeiro pânico de cachorros.
Posso estar enganada, mas acho que pode ter alguma coisa a ver com o fato deles terem levado uma 'carreira' da Lira, a cadela pinche gorducheca e muito mal humorada da minha tia que mora aqui ao lado.
Será?...
Hum...
Enfim, há algumas agendamos uma visita a casa do meu tio e como lá tem uma cadelinha, já comecei a preparar os meninos com dias de antecedência, dizendo que a Dolly (uma mestiça de poddle com lhasa) era muito lindinha, que ela não machucava esse tipo de coisa.
Nisso a Bia olhou pra mim e disse:
Bia: - Mãe, eu só gosto de cachorro que não late, não morde, não lambe, não pula e não corre.
Eu: - Uai, filha. Você gosta de cachorro ou de gato?

20 novembro 2010

Antiga

Como dá pra perceber, essa foto é suuuuuuuuuuper antiga, mas eu simplesmente A-D-O-R-O!!!!
Eu e Bia dias antes dela nascer...

Equações Alexandrinas

Já ouviu falar?
Não?!?!?!
São equações que servem para calcular o resultado de Alexandre + qualquer objeto aparentemente inofensivo.
Por exemplo, o que acontece quando pegamos um Lelê e o damos uma bola de fit ball para brincar?
Vejamos:
Clique na foto para ampliar
Esse exemplo prático aconteceu ontem, na escola, enquanto o Lelê brincava no intervalo.
Ao que parece, ele decidiu deitar em cima da bola e brincar de equilíbrio.
Conclusão: ele não tem esse tal de equilíbrio.
A cabeça pesou (pra variar.....) e o coitado bateu a boca do chão.
Infelizmente a foto não faz jus ao ferimento.
Está bem pior o que parece.
Brincadeirinha!!!!
Bem, sigamos para o próximo exemplo.

18 novembro 2010

Hãm?...

Eu: - Bia, filha. Faz um favor pra mamãe? Pega a toalha do Lelê lá no quarto.
Bia: - Claro, mãe. Por que eu não pegaria?


De boa, aonde é que a menina aprende essas coisas?

12 novembro 2010

Lelê Beijoqueiro

O Lelê está deixando a mulherada itabirana louca!
Todo mundo aqui é simplesmente apaixonado por ele.
E é cada proposta....
Tem gente que diz que vai esperar 15 anos por ele, outras querem ele para as filhas ou para as sobrinhas, tem as que querem ter filhos igualzinhos a ele e até propostas de namoro e casamento de mulheres beeeeeeeeem mais velhas ele já recebeu.
Enfim, com tantas admiradoras assim, o menino está virando o maior beijoqueiro do planeta Terra.
Outro dia mesmo, enquanto eu estava dando banho nele para dormir, o menino virou sensação!
Primeiro chegou a Lú:
- Ah, eu quero um beijo molhado!!!
E lá se foi o menino, todo solicito (e pelado!), dar um beijo todo encharcado nela.
Depois veio a Carol.
- Ah, não. Eu também quero um beijo igual o que você deu em Lú!
E, mais uma vez, lá se foi o Lelê cheio de charme dar uma pitoca molhada na bochecha de Carol.
Nisso a Bia entrou no banheiro e o Lelê, já se sentindo a última Coca-Cola gelada no meio do deserto do Saara em pleno sol do meio-dia, perguntou?
- Tê ti foi, Bia? Cê té um bêjo tumbém?

Acidente de Propósito

Eu estava assistindo TV na sala, enquanto a Bia e o Alexandre terminavam de almoçar na cozinha.
De repente me aparece na sala um Lelê todo animado.

Lelê: - Mamãe, eu comei tudo!
Eu: - Que coisa boa, filho! Anda. Vem me mostrar.

Quando eu chego na cozinha....

Eu: - Cadê seu prato, Lelê?
Lelê: - Tatí ó. - ele disse todo orgulhoso me mostrando o prato limpinho.
Bia: - Mãe, o Lelê não comeu tudo. Ele colocou no meu prato! Hum! - disse a Bia fechando a cara, cruzando os braços na altura do peito e fazendo bico.
Eu: - Filho! Você colocou sua comida no prato da Bia?
Lelê: - Foi um atidente, mãe!

Olha só que malandrinho!!!

09 novembro 2010

Tragédia

Aconteceu uma tragédia!
Como a época de chuvas já chegou aqui em Minas, nos deparamos com a necessidade de fazer alguns reparos no teclado que estava simplesmente cheio de goteiras.
Daí hoje chamamos um pedreiro e um auxiliar e, depois de uma manhã perdida removendo o forro de PVC, eles começaram a levar as sacas de cimento, a areia e sei lá mais o que lá pra cima usando uma escada.
Sei lá que cargas dágua aconteceu, mas antes que eu pudesse me dar conta ouvi um berro.
Depois um grito!
Parece que os meninos passaram correndo embaixo da escada fazendo com que o auxiliar perdesse o equilíbrio justamente na hora que estava jogando uma saca de cimento pra cima pro mestre pegar.
Para completar, o leso do mestre "mão-de-manteiga" deixou a saca escapar e ela caiu com tudo em cima dos meninos!
Fiquei desesperada!
Saí correndo, toda desembestada!
Quase caí no chão quando vi os meninos, com aquele saca de cimento em cima deles.
Parecia mentira.
Eu mal podia acreditar nos meus olhos.
Meu Deus!

07 novembro 2010

Meu Irmão, Meu Herói

Só quem tem irmão entende aquele sentimento de amor e ódio constante que sentimos um pelo outro.
É claro que com a Bia e o Lelê não podia ser diferente.
Eles brincam, brigam, se amam, se odeiam...
Mas só quem pode são eles, viu?
Nada de terceiros provocando.
Hoje, por exemplo, Bia e Mariana estavam brigando por causa de um arco (gigolé, diadema, etc).
A Bia chorava, pedia por favor, tentava fazer acordos, e nada da Mari querer devolver o arco pra Bia.
Lá pras tantas, depois de muitas súplicas, o Lelê, que até então estava quietinho em um canto brincando com os trenzinhos, se levantou, colocou a mãe na cintura, fechou a cara, saiu pisando duro e, literalmente, arrancou o bendito arco da mão da Mariana.
Daí, como era de se esperar, saiu correndo, jogou o treco pra Bia e ficou entre ela e a Mari na posição mais defensiva do mundo.
Lelê: - Não pode, Mari. É da Bibia!
Como já dizia a Taty nos bons e velhos tempos de brigas constantes com a Nanda:
"Eu dou R$ 1,00 pra não entrar, mas dou R$ 100,00 pra não sair.
E, além do mais, só quem briga com a minha irmã sou eu!!!

Confidenciando Medos

Depois que mudei pra BH, comecei a sentir a Bia um pouco mais insegura.
Como já mencionei alguns posts atrás, sempre rezo com os meninos antes de dormimos e, uma noite, a Bia me confidenciou algo que me deixou, ao mesmo tempo, triste e preocupada.
Foi assim.

Eu: - Então vamos agradecer o Papai do Céu. Bia, você começa.
Bia: - Hum.... Obrigada pelos meus brinquedos.
Eu: - Obrigado por ter evitado que o outro carro batesse na gente na BR.
Lelê - Pelo papai...
Bia: - Lelê, não pode agradecer pelo papai. Ele tá longe.
Eu: - Não, Bia. Pode agradecer pelo papai sim. Você não ama ele?
Bia: - Ahãm.
Eu: - E não foi o Papai do Céu que colocou ele nas nossas vidas?
Bia: - Ahãm...
Eu: - Então a gente pode agradecer sim, filha. E mais, a gente também tem que pedir muito pro Papai do Céu tomar conta do papai porque ele está muito triste e sozinho lá em Fortaleza.
Bia: - Mas mãe, ele está sozinho?
Eu: - Está sim, filha. O papai sente muitas saudades de você e do Lelê, é por isso que ele às vezes fica triste.
Bia: - Mãe, eu tenho medo do papai ter outra menina.
Eu: - Outra menina, filha? Como assim?
Bia: - Se ele ter outra menina ele não vai me querer. Só vai querer o Lelê.

06 novembro 2010

Desculpa Esfarrapada

Estou tendo um problema sério com  o Alexandre, uma vez que ele tem a mania horrível - e totalmente herdada da mãe - de só andar descalço dentro de casa.
Como o clima daqui é frio e o piso da casa é de cerâmica, acaba que o menino vive gripado por causa da 'friagem'.
Um dia, conversando com o Iuri ao telefone, pedi para que ele deve uma puxada de orelha no Lelê.
Foi mais ou menos assim:

Iuri: - Ow Lelê, você tá gripado?
Lelê: - Hã-ham.
Iuri: - Sua mãe me falou que você não tá calçando seu chinelo e que só tá andando dentro de casa descalço, é verdade?
Lelê: - Hã-ham.
Iuri: - Filho, você sabe que não pode!
Lelê: - Papai, o tchinelo naum tabi!

Está vendo só?
O menino nem sabe falar direito e já aprendeu a dar desculpas esfarrapadas.
Estou começando a achar que já é hora de eu começar a me preocupar.

Gorduchequinhos

Acho que talvez seja hora de começar uma dieta mais balanceada com os meninos...
Será?


05 novembro 2010

Estimulando o Irmãozinho

Um sábado enquanto estávamos em casa, ouvi a Bia e o Alexandre conversando na sala.
Bia: - Vem, Lelê. Eu te ajudo. Isso, cuidado. Assim, Lelê, ó. Faz igual a mim.
Daí pensei: "Nossa! Que bonitinho a Bia toda preocupada ajudando o Lelê".
Infelizmente, minha conclusão foi precipitada demais.
Poucos instantes depois....

Bia: - Eu nem tenho medo, sabia? Quer ver? No já. 1... 2... 3.... e.... JÁ!!! PULA, LELÊ!!!

04 novembro 2010

Batom Novo

Enquanto falava com Bia ao telefone.


Bia: - Mãe, eu ganhei um batom novo.
Mãe: Sério, filha? Que bacana! E quem te deu?
Bia: - Foi a vó Pé.
Mãe: - Que cor que é seu batom novo, Bia?
Bia: - Ele é rosa por fora e rosa por dentro.
Mãe: - Que lindo! E ele tem gostinho de morango?
Bia: - Não mãe, é de "fruti-fruti".


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06 de novembro de 2010


Acabei de chegar em Itabira e a Bia, muito tristemente, veio me contar que o brilho de "fruti-fruti" tinha escorregado da mãe dela e quebrado....

02 novembro 2010

Sobre Chuvas e Relâmpagos

No dia da eleição fomos com os meninos a casa do meu avô Euzébio, que não víamos desde o aniversário da minha mãe.
Enquanto estávamos lá, eles ficaram simplesmente encantados com a vista da janela da sala, que é, diga-se de passagem, realmente belíssima ao anoitecer!
Como a época chuvosa está começando a chegar por aqui, lá pras tantas começou a relampejar e chover e acabei me lembrando que quando eu era criança eu tinha umas teorias meio malucas sobre Deus.
Certa vez cheguei a dizer pra minha mãe que se eu morresse iria colocar uma foto sua dentro da minha calcinha pra não esquecer dela quando eu estivesse no céu.
Olha só quanta ingenuidade...
Enfim, foi pensando nessas histórias (que eram várias!) que comecei a brincar com os meninos dizendo:

31 outubro 2010

Falando com Deus

Quem me conhece sabe que não sou uma das pessoas mais religiosas do mundo. Você não me vê indo a igreja todos os dias nem lendo a Bíblia regularmente.
No entanto, e apesar disso, me orgulho muito em dizer que eu e Deus somos grandes amigos!
Ao longo da minha vida eu aprendi a procurá-Lo, agradecê-Lo, amá-Lo e confiar em Sua sabedoria.
Acredito que é justamente esse meu relacionamento com Ele que me dá forças e certezas que provavelmente não existiriam de outra maneira.
Ás vezes, quando paro para pensar, percebo que essa sim é uma herança importante que preciso deixar para os meus filhos; um verdadeiro relacionamento com Deus.
Digo relacionamento porque acreditar em Deus é fácil. Muito fácil. Todos nós acreditamos Nele de uma maneira ou de outra.
Infelizmente, as pessoas fazem do ato de relacionar-se com Deus algo tão complicado e distante quando, na verdade, é ainda mais simples e fácil do que imaginam. Basta querer.
Basta incluí-Lo no seu dia-a-dia. Basta fazer Dele o seu melhor amigo, o seu maior confidente, o seu mais sábio conselheiro, e vê-Lo sempre como o mais justo, inteligente e amoroso dos pais.
É isso que Deus é para mim e é o que espero que Ele também seja para os meus filhos.

30 outubro 2010

Milho verde

Essa semana minha mãe decidiu levar os meninos para fazer compras com ela.
Enquanto passavam pelo corredor de conservas, minha mãe pegou um copinho transparente de milho verde, o que atiçou a curiosidade do Alexandre.

Lelê: - Vovó, tê tê isso?
Vó Pé: - Isso é milho verde, Lelê.
Lelê: - Huahuahuahua... vovó doida.... Num é vêde não. É maelo!

Suor...

Depois de vários minutos correndo e andando de bicicleta na frente de casa, o Alexandre chegou em casa todo sujo de minério e suor e pediu pra minha mãe:


Lelê: - Vovó, eu télo tiá a buza.
Vó Pé: - Lelê, não pode ficar sem blusa porque está fazendo frio e você está gripado.
Lelê: - Minha baíga tá moiada de aguinha, vovó.

Irmãozinho Dedo-Duro

Não cheguei a passar nem uma semana longe da Bia e do Lelê, mas posso jurar que eles já estão completamente diferentes!
A Bia está enorme!!! Impressionantemente grande!!!
Enquanto o Alexandre está falando lindamente! Está todo esperto, falando direitinho mesmo!
E olha, como fala, viu?
O menino está dedo-duro pra caramba!!!
Depois que acabei de enche-los de beijos e abraços, o Lelê começou a me chamar.


Lelê: - Vem, mamãe. Vem!
Eu: - Vem pra onde, Lelê? O que você quer?
Lelê: - Vem cá mamãe! - e começou a me puxar pelo vestido até o banheiro. - Aqui, mamãe! Foi a Bibia. - disse ele apontando pra dentro da pia.
Eu: - O que é isso?
Lelê: - Tchiliquete. A Bia ti feiz, não fui eu.
Eu: - A Bia grudou chiclete aí?
Lelê: - Ahãm. - falou quase quebrando o pescoço de tanto balançar a cabeça pra cima e pra baixo.


Com um irmãozinho assim tão bacana, quem precisa de inimigos?

26 outubro 2010

Patati Patata

Os meninos passaram o fim de semana todo empolgados porque haveria na escola uma apresentação promocional do Patati Patata.
Como a Bia, desde sempre, teve medo de fantasias e coisas afins, passei o sábado e o domingo conversando com os meninos e dizendo que não precisava ter medo dos palhaços porque eles eram amigos das crianças e muito engraçados também.
Infelizmente, não teve jeito.
Cheguei na escola exatamente na hora que o Patati e o Patata estavam chegando e, juro por Deus, nunca vi duas crianças tão apavoradas na minha vida!
Até o Lelê, tadinho, que é sempre tão desenrolado ficou amedrontado!
Até que os palhaços começaram a fazer um monte de palhaçada e arrancar gargalhada de todo mundo!
Foi bárbaro!
Mesmo sem querer chegar muito perto, os meninos curtiram bastante a apresentação, principalmente o Patati. Ele é o novo preferido!
Como é de praxe, ao final os dois palhaços se dispuseram a tirar fotos com as crianças.
Essa era a minha deixa;


Eu: - Vamos tirar uma foto com o Patati, Bia?
Bia: - Não quero!
Eu: - Vamos, filha! Pra gente poder mandar pro papai e pro vovô. Eles adoraram o Patati e o Patata.
Bia: - Mãe, quando eu tiver 5 eu tiro, tá bom? Mas hoje não porque eu só tenho 4. (argumentativa a criança, não? Será que ela tem uma veinha jurídica por aí)


Enfim, como os meninos dispensaram, fui eu atrás de tirar foto com os palhaços.
 
Patati
Patata


Adorei!!!!
Coisa de "minina véi", fazer o que?
Confiram mais fotos da apresentação depois do 'Leia Mais'.
Beijos!!!

22 outubro 2010

Quase....

- Mãe!!!
- Oi!
- Mãe! Acabei!
- Acabou mesmo?
- Ahãm.
- Tem certeza?...
- Hum.... Quase...
 

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