Hoje percebi como meus filhos, ainda tão pequenos, já têm a capacidade de aprender com experiências passadas, tornando-se mais maduros.
Com apenas 1 ano e 7 meses, matriculei a Anna Beatriz em uma escola perto de onde morávamos.
Eu estava totalmente ansiosa, afinal minha filhota mais velha iria passar a manhã inteira ao lado de adultos e crianças que, até então, eram estranhos para ela.
Havia me preparado pra choradeira, pra ter que ficar na escola, ou qualquer outra situação problemática que você possa imaginar.
Desci do carro, segurei a mãozinha dela bem forte pra passar segurança, e fomos juntas, eu e ela, até a sala de aula do Infantil II das professoras Janaína e Carol, que já estavam nos esperando à porta.
Ao entrar, a Bia já foi logo segurando a mão de uma dela e dizendo:
- Tchau, mamãe!
CRACK!!!
Meu coração partiu em pedacinhos! Fiquei arrasada! Estava preparada pra tudo, menos pra ver minha filha me dando tchau assim, tão facilmente. Ela nem sequer me pediu pra ficar um pouquinho, nada.
Ainda assim passei quase 45 minutos do lado de fora esperando que ela precisasse de mim, o que não aconteceu. O jeito foi ir pra casa, né? Fazer o quê?
No meio desse mesmo ano acabamos optando por transferir a Bia, uma vez que havíamos encontrado uma creche de período integral onde poderíamos, também, matricular o Alexandre (na época com 7 meses de idade).
Pra mim, que havia passado pelo "tchau, mãe", foi uma tortura agonizante ver meus dois filhos, os maiores amores da minha vida, chegando na creche, entrando e, literalmente, se esgoelando, e ter que simplesmente ir embora.
Nossa! Como machucava o meu coração ouvir os dois chorando daquele jeito.
Me sentia a pior mãe do mundo! A sensação que eu tinha era que eu estava abandonando meus filhos.
Cheguei a reclamar com a diretora, mas era terminantemente proibido entrar na creche durante o horário de funcionamento. Eu não podia sequer passar do portão!
Como era de se esperar, meus filhos acabaram não ficando muito tempo lá.
É muito complicado para um pai ou para uma mãe deixar seu filho em um estabelecimento em que não confia, simplesmente porque é o que 'dá pra pagar'.
Mas Deus é tão maravilhoso, que minha ex-cunhada e o marido dela conseguiram um super desconto no colégio da família dele.
A escola era simplesmente divina! Totalmente nova, estruturada, organizada, planejada...
Um espaço de dar inveja!
O Alexandre rapidamente se adaptou as novas professoras e colegas. No entanto, apesar de toda a atenção que as professoras davam, ainda assim foi muito difícil pra Anna Beatriz se adaptar. Era como se ela tivesse criado um bloqueio, sabe? Ela havia se fechado, se protegido dentro da sua timidez, o que a deixava insegura.
Como me arrependi de a ter colocado naquela creche...
Mas as professoras do DQ eram excelentes, e pouco a pouco foram conquistando a confiança bem como a amizade da Bia.
Hoje, ao levá-los a nova escolinha, eu estava, novamente, mais ansiosa do que os dois juntos. Era muito difícil pra mim prever qual seria a reação deles, uma vez que não era só uma escola nova, mas tudo novo; escola nova, clima novo, sotaque novo, casa nova, cidade nova, família nova...
Por precaução, decidi chegar mais cedo. Assim eles poderiam brincar um pouco no pátio e com outras crianças.
Às 13:00, em ponto, cada professora reuniu seus alunos no pátio, e foi muito bacana ver como elas começavam o dia.
Primeiro uma oração. Linda! Quando aprender anotarei aqui.
Segundo, uma música de saudação bem alegre e agitada, onde as professoras faziam movimentos que deveriam ser imitados pelos alunos.
Então, após essa animação toda, as crianças foram conduzidas para as suas respectivas salas, fizeram uma roda de conversa, e ouviram historinhas.
E a Bia nisso tudo?
Bom, a princípio ela estava aterrorizada!
Eram muitas crianças diferentes e todas queriam saber o seu nome e em que sala ela estava. Mas depois, ao entrar na sala de aula, ela foi se sentindo cada vez mais à vontade e segura.
Fiquei por perto, observando da janela, para lhe dar segurança, claro! Mas não cheguei a passar nem 20 minutos lá!
O trauma, o medo do novo fora completamente superado.
Aliás, muito obrigada Colégio DQ! O mérito é de todos vocês!
E quanto ao Alexandre?
Adivinha!
Não preciso nem dizer que ele já estava se sentindo o dono do lugar, né?
Mal chegou e já estava brincando de carrinho com os outros garotos da turma.
Enfim, como eu disse, é impressionante ver como meus filhos tão pequenos já são tão maduros.
Orgulhos da mamãe!!!

