28 setembro 2010

Primeiros Dias de Aula

Apesar de pequenos, a Anna Beatriz e o Alexandre já passaram por várias escolas infantis.
Hoje percebi como meus filhos, ainda tão pequenos, já têm a capacidade de aprender com experiências passadas, tornando-se mais maduros.
Com apenas 1 ano e 7 meses, matriculei a Anna Beatriz em uma escola perto de onde morávamos.
Eu estava totalmente ansiosa, afinal minha filhota mais velha iria passar a manhã inteira ao lado de adultos e crianças que, até então, eram estranhos para ela.
Havia me preparado pra choradeira, pra ter que ficar na escola, ou qualquer outra situação problemática que você possa imaginar.
Desci do carro, segurei a mãozinha dela bem forte pra passar segurança, e fomos juntas, eu e ela, até a sala de aula do Infantil II das professoras Janaína e Carol, que já estavam nos esperando à porta.
Ao entrar, a Bia já foi logo segurando a mão de uma dela e dizendo:

- Tchau, mamãe!



CRACK!!!

Meu coração partiu em pedacinhos! Fiquei arrasada! Estava preparada pra tudo, menos pra ver minha filha me dando tchau assim, tão facilmente. Ela nem sequer me pediu pra ficar um pouquinho, nada.
Ainda assim passei quase 45 minutos do lado de fora esperando que ela precisasse de mim, o que não aconteceu. O jeito foi ir pra casa, né? Fazer o quê?
No meio desse mesmo ano acabamos optando por transferir a Bia, uma vez que havíamos encontrado uma creche de período integral onde poderíamos, também, matricular o Alexandre (na época com 7 meses de idade).
Pra mim, que havia passado pelo "tchau, mãe", foi uma tortura agonizante ver meus dois filhos, os maiores amores da minha vida, chegando na creche, entrando e, literalmente, se esgoelando, e ter que simplesmente ir embora.
Nossa! Como machucava o meu coração ouvir os dois chorando daquele jeito.
Me sentia a pior mãe do mundo! A sensação que eu tinha era que eu estava abandonando meus filhos.
Cheguei a reclamar com a diretora, mas era terminantemente proibido entrar na creche durante o horário de funcionamento. Eu não podia sequer passar do portão!
Como era de se esperar, meus filhos acabaram não ficando muito tempo lá.
É muito complicado para um pai ou para uma mãe deixar seu filho em um estabelecimento em que não confia, simplesmente porque é o que 'dá pra pagar'.
Mas Deus é tão maravilhoso, que minha ex-cunhada e o marido dela conseguiram um super desconto no colégio da família dele.
A escola era simplesmente divina! Totalmente nova, estruturada, organizada, planejada...
Um espaço de dar inveja!
O Alexandre rapidamente se adaptou as novas professoras e colegas. No entanto, apesar de toda a atenção que as professoras davam, ainda assim foi muito difícil pra Anna Beatriz se adaptar. Era como se ela tivesse criado um bloqueio, sabe? Ela havia se fechado, se protegido dentro da sua timidez, o que a deixava insegura.
Como me arrependi de a ter colocado naquela creche...
Mas as professoras do DQ eram excelentes, e pouco a pouco foram conquistando a confiança bem como a amizade da Bia.
Hoje, ao levá-los a nova escolinha, eu estava, novamente, mais ansiosa do que os dois juntos. Era muito difícil pra mim prever qual seria a reação deles, uma vez que não era só uma escola nova, mas tudo novo; escola nova, clima novo, sotaque novo, casa nova, cidade nova, família nova...
Por precaução, decidi chegar mais cedo. Assim eles poderiam brincar um pouco no pátio e com outras crianças.
Às 13:00, em ponto, cada professora reuniu seus alunos no pátio, e foi muito bacana ver como elas começavam o dia.
Primeiro uma oração. Linda! Quando aprender anotarei aqui.
Segundo, uma música de saudação bem alegre e agitada, onde as professoras faziam movimentos que deveriam ser imitados pelos alunos.
Então, após essa animação toda, as crianças foram conduzidas para as suas respectivas salas, fizeram uma roda de conversa, e ouviram historinhas.
E a Bia nisso tudo?
Bom, a princípio ela estava aterrorizada!
Eram muitas crianças diferentes e todas queriam saber o seu nome e em que sala ela estava. Mas depois, ao entrar na sala de aula, ela foi se sentindo cada vez mais à vontade e segura.
Fiquei por perto, observando da janela, para lhe dar segurança, claro! Mas não cheguei a passar nem 20 minutos lá!
O trauma, o medo do novo fora completamente superado.
Aliás, muito obrigada Colégio DQ! O mérito é de todos vocês!
E quanto ao Alexandre?
Adivinha!
Não preciso nem dizer que ele já estava se sentindo o dono do lugar, né?
Mal chegou e já estava brincando de carrinho com os outros garotos da turma.
Enfim, como eu disse, é impressionante ver como meus filhos tão pequenos já são tão maduros.
Orgulhos da mamãe!!!

25 setembro 2010

Conhecendo Minha Boneca


Aconteceu em 27 de maio de 2006. Eu não podia estar mais calma. O parto estava marcado para às 13:00, por isso, como minha mãe estaria trabalhando, fiquei acompanhada pela Fernanda e pela Núbia.
Enquanto elas almoçavam, aproveitem para relaxar. Ouvi algumas músicas, coloquei a minha vida e a vida do bebê nas mãos de Deus, e não poderia estar mais serena.

Lembro de muito pouco do que aconteceu na sala de cirurgia. No entanto, com muita nitidez, me lembro de ouvir minha filha chorar e de querer chorar junto com ela.

24 setembro 2010

Conjugando Verbos

Vamos lá! Todo mundo aprendendo português com o Lelê!
- Lelê, você sentou?
- Sentei.
- Você falou?
- Falei.
- Você comeu?
- Comei.
- Você bebeu?
- Bebei.
- Você fez?
- Fazei.

23 setembro 2010

Ski Bunda


Beatriz e Alexandre se divertindo fazendo ski bunda na grama.
Dotoooooso!!!

Meu Milagre

Deus já me abençoou com muitos milagres ao longo da minha vida.
No entanto, há um em particular, onde sua presença é totalmente incontestável.
Eu estava grávida de 7 meses do Alexandre e a Bia, que tinha pouco mais de um ano, já andava pra todo lado.
Era umas 7h da noite, e eu estava preparando o jantar da Bia, enquanto ela estava subindo a escada grudada na Christianne.
Não sei ao certo o que aconteceu antes disso. Eu não estava prestando atenção. Era apenas uma noite comum.
Mas subitamente tudo mudou.
Roubando uma descrição de Stephenie Meyer, 'foi como se a adrenalina fizesse meu cérebro trabalhar mais rápido e me fizesse ter uma maior percepção do que estava acontecendo'.
Eu, sempre tão desligada, via cada pequeno detalhe acontecendo na minha frente.

Ouvi a Christianne dar um grito aterrorizado. Olhei assustada pra frente e vi minha filha, meu bebê, caindo do primeiro andar. Mas ela não rolou pela escada como seria de se esperar. Ela caiu no nada. Despencou. Só parando ao bater com a cabecinha no terceiro degrau da escada e quicar, literalmente, de costas no chão.
Não se ouviu um som sequer.
Não se viu um movimento sequer.
Nesse instante, nessa pequena fração de segundo, minhas pernas vacilaram, meu coração gelou, parou, e minha alma saiu do meu corpo, deixando o vazio me empurrar contra o chão com o simples pensamento de que a minha filha estava morta.
De repente um suspiro, um choro.
Minha vida estava viva!
No instante que o sangue voltou a correr nas minhas veias, eu me levantei e corri para pegar minha princesa que agora estava nos braços da Taty.
Eu a agarrava com tanta força contra o meu peito que era como se eu estivesse tentando manter a vida dentro dela.
Entrei no carro do Heide junto com meu pai e voamos para o hospital. Lembro-me de olhar minuciosa e detalhadamente praquele serzinho tão pequeno e indefeso que eu tinha nos braços.
Não precisei nem chegar no hospital para saber que Deus já tinha cuidado de tudo. Fizemos uma tomografia para ter certeza, mas nada – além do choro e do susto – aconteceu a ela.
Nem um galo.
Nem um arranhão.
Nem um hematoma.
Nada.
Meu milagre, minha vida, meu presente de Deus estava intacta, perfeita, saudável.
Graças a Ele.

Auge da Pindaiba

Quando se decide ter uma família sem antes se ter uma certa estrutura financeira, é esperado que alguns "perrengues" venham a acontecer.
No meu caso, "alguns" não faz exatamente jus à nossa realidade na época.
Lembro de uma vez, no auge da pindaíba, quando o pai dos meus filhos estava desempregado e eu ganhava apenas R$ 500,00 na escola de inglês onde era sócia.
Não preciso nem mencionar que estávamos, literalmente, matando cachorro a grito pra poder comer carne no jantar!

Uma noite, enquanto filávamos o jantar na casa dos meus pais, a Bia viu algumas moedinhas em cima da mesa e disse ao meu pai que queria brincar de dinheirinho.
Meu pai, muito prontamente como todo e qualquer avô, pegou todas as moedas de R$ 0,05 que viu pela frente, lavou-as cuidadosamente com detergente, esfregando uma a uma para ter certeza de que estavam limpinhas.
Não confiante de que as moedas estavam limpas o suficiente, colocou-as para escaldar em água fervente. Duas vezes.
Depois disso, e com certa relutância, passou algum tempo brincando com as moedas e com os netos, até que chegou a hora de irmos embora.
Quando estávamos no carro, meu pai muito preocupado e cauteloso, nos orientou a tomar cuidado com as moedas dos meninos porque elas estavam limpinhas. Disse para não colocá-las no chão, nem misturar com as outras, nem piriri, nem parara.
No entanto, enquanto íamos para casa, fomos surpreendidos com a luzinha amarela da reserva ligada no painel do carro.
Oooops...

Eu: - Iuri, você tem algum dinheiro aí?
Iuri: - Nem um centavo. E você?
Eu: - Ih... muito menos.
Iuri: - E agora? O quê que a gente faz?
Eu: - Agora a gente pega as moedinhas dos meninos emprestado.

E lá fomos nós, com todos os R$ 2,45 em moedas de R$ 0,05 lavadas, esfregadas e escaldadas, colocar 1 litro de gasolina pra tentar chegar no trabalho no dia seguinte.
Dá pra imaginar a cara de satisfação do frentista enquanto olhava para a mão cheia de moeda?
Ai que decadência...
Naquela época, apesar de tudo e de toda liseira, nós erámos felizes.
Como dizem por aí, 'a gente é pobre, mas a gente se diverte!'.

20 setembro 2010

É Trem ou Grama?

Lelê - Ai, mamãe. Meu olho! Meu olho!
Eu: - Vem cá, filho. Deixa mamãe ver.
Lelê: - Ai... meu olho tá doeno!
Eu: - Lelê, fica quietinho filho pra mamãe tirar esse trem aqui.
Bia: - Mãe, isso não é trem. É grama!

Distinguindo Amigos e Inimigos

Conversando no carro a caminho de casa da escola...

Eu: - Filha, o que você comeu hoje na escola?
Bia: - Eu comi biscoito, necauzinho e chocolate.
Eu: - E você dividiu o chocolate com quem, filha?
Bia: - Com o Aaron.
Eu: - Com o Aaron, Bia?
Bia: - Hã-ham.
Eu: - Que legal! E você deu um poquinho pra Bia Maia também?
Bia: Não, pra Bia Maia não! Ela nem é mais minha amiga. Ela só fica me provocando, me dando língua...

Eu: - E você, Lelê? Comeu tudo hoje?
Lelê: - Comei.
Eu: - E o chocolate, você deu um pro Jonas?
Lelê: - Dei.
Eu: - E o George? Você dividiu com ele?
Lelê: - O Joge não.
Eu: - Oh, filho. Por quê não?
Lelê: - Putê ele puta meu tabelo atchim, e ele mi bate, me impurra... ele não é meu amigo!

Pequeno Dicionário Lelenês Para Leigos

Quem tem ou já teve o privilégio de conversar com meu filho caçula Alexandre sabe que, nem sempre, é fácil entender o que ele diz ou quer dizer.
Às vezes, nem mesmo os ouvidos mais experientes, como os meus, não conseguem distinguir com exatidão o que ouvem.
Portanto, para ajudar aqueles que ainda não estão acostumados a essa linguagem tão peculiar, segue abaixo o
Pequeno Dicionário Lelenês para Leigos.

Aôis = arroz
Cacaão = macarrão
Cain = carne
Cola-Cola = coca-cola
Gute-gute = iogurte
Inguiça = lingüiça
Ômbidus = ônibus
Pái = pare
Péi = espere
Pilha(o) = filha(o)
Poca-poca = pipoca
Puta = fruta
Tanana = banana
Tapim = McQueen
Tatata = batata
Tchampa = tampa
Teleca = meleca
Télo = quero
Tigada = pegada
Tijão = feijão
Tim = sim
Tiqueno = pequeno
Tocê = você
Xinpipi = príncipe

19 setembro 2010

Presentes de Aniversário

As vésperas do aniversário de 3 anos da Bia...

Eu: - Bibia, você sabe que dia que é o seu aniversário?
Bia: - Hã-ham. 27 de maio. - Disse ela toda metida.
Eu: - E você sabia que 27 de maio já tá chegando, filha?
Bia: - Hã-ham. - Ainda indiferente.
Eu: - E você já sabe o que você vai querer ganhar no seu aniversário?
Bia - Eu vou querer uma blusa, um short, uma boneca, um sapato, uma bolsa, um pitó e um gigolé.
Eu: - Você vai querer um gigolé no seu aniversário, filha?
Bia: - Não, mãe. Eu acho que eu vou querer na minha cabeça mesmo.

18 setembro 2010

Método 'Péia Já!'

ESTE TEXTO É UMA SÁDIRA QUE, POR SUA VEZ, EM NADA REFLETE A MINHA VISÃO E/OU PRÁTICA SOBRE COMO EDUCAR E/OU DISCIPLINAR MEUS PRÓPRIOS FILHOS.
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Não é segredo pra ninguém o quanto exijo dos meus filhos quando o assunto é educação.
Acredito firmemente que um dos maiores problemas da sociedade atualmente é a quase que complaeta falta de comprometimento e envolvimento dos pais na vida dos seus filhos, o que ainda é agravado pela cada vez mais usual criação permissiva, sem limites e condescendente de alguns pais, muitas vezes despreparados e/ou negligentes.
Portanto, a fim de ajudar novos pais e mães a educarem seus filhos de forma a construirmos uma sociedade mais equilibrada, onde pais e filhos conhecem, entendem e exercem os seus papéis, compartilharei alguns métodos persuasivos que foram desenvolvidos por mim mesma ao longo de anos de pedagogia e maternidade, e que têm como pedra fundamental a método 'Peia já!' de educação.

1) Se a criança gritar, falar um palavrão ou der uma resposta grosseira, ensine-a usando uma das seguintes opções:
- Faz isso de novo pra você vê se eu não soco seus dentes pra dentro!
- Você acha que tapa na boca é batom por acaso?
- Você está com fome? Está com vontade de comer dente?

2) Em caso de teimosia, diga carinhosamente:
- Eu vou arrebentar sua bunda numa surra se você fizer isso de novo.
- Faz isso de novo pra você vê.
- Você está querendo dormir de bunda quente por acaso?
- Eu vou deixar você todo(a) roxo(a) se você fizer isso de novo, entendeu?

3) Para pirraça, o clássico nunca falha:
- Vem aqui que eu vou te dar um motivo pra chorar de verdade.

4) E se a criança ameaçar fugir, alerte-a suavemente:
- Se você correr eu vou te agarrar pelo cabelo e arrancar a sua orelha fora!

Sucesso garantido!!!

Contando Piada

Tia Nanda, tia Chris e Bia compartilhando piadas...

Chris: - Bia, o que é um pontinho vermelho em cima de um prédio?
Bia - Não sei...
Chris: Um tomate pulando de pára-quedas.
Todas: - Huhauhauhauhauahuahua...

Bia: Tia Nanda, o que é uma coisa amarela que parece um telefone?
Nanda: - Hum... Não sei. O que é?
Bia: - Uma banana.
Todas: - Huhauhauhauahuahuahau...

Sexta-Feira, 13 de Agosto de 2010

Esse foi o dia mais azar..., ou melhor, menos afortunado da vida do Alexandre.
Até deitei com ele antes do horário de costume porque não aguentava mais vê-lo chorando o tempo todo.
Era de dá dó.
Por ordem cronológica, ele...

15:42 - Passou horas com uma ciliozinho preso dentro do olho enquanto estava na escola.
16:23 - Apertou 'Bom Ar' dentro do nariz, e o spray, além de irritar o nariz e o olho dele, acabou se transformando em uma meleca meio gelatinosa. (Eca!!!)
17:09 - Pulou na cama e ao invés de pisar no colchão, pisou em cima de uma carrinho de ferro com detalhes pontudos. Ai!
17:11 - Jogou o mesmo carrinho pra cima, e acabou levando uma 'carrinhada' nos dentes.
17:58 - De tão animado para dar comida para as cadelas, esqueceu de se desviar da muretinha do quintal e bateu a testa com tudo nos tijolinhos. Sabe bola quicando no chão? A cabeça do Lelê fez exatamente a mesma coisa, só que na vertical.
18:37 - Depois de terminar de 'reinar', quis ajudar dando descarga, só que acabou escorregando do vaso e caindo com o pé adivinha aonde? Iêp! Lá mesmo. Bem em cima do produto de fabricação própria. (Eca!!!)
18:42 - No banho, shampoo no olho.
19:26 - Na hora do jantar, acabou caindo da cadeira alta de costas no chão.
20:03 - Quando foi dormir, caiu da cama. E adivinha só o que foi que bateu no chão primeiro? A testa, né? Claro!

Depois dessa enchi a cama de travesseiro, deitei na beirada da cama, e grudei no menino até o acordar no dia seguinte.

17 setembro 2010

Escolinha do Vovô

Enquanto o vovô Hildo se arrumava para ir ao curso preparatório.

Bia: - Vovô, você vai pra onde?
Vô Hildo: - O vovô tem que ir pra escolinha dele, Bia.

Instantes depois...

Vô Hildo: - Ai, Bia. O vovô está tão cansado...
Bia: - Vovô, sabia que eu nem vou pra minha escolinha quando eu estou cansada?...

Você Quer Comer o Quê?!?

Na cozinha lavando louça...

Lelê: - Mamãe, eu télo tomê puta.
Eu: - Você quer comer o quê, Lelê?!?...
Lelê: - Puta, mãe.
Eu: - ... (cri...cri...)
Lelê: - Pu-ta.
Eu: - Você não acha que está um pouco novinho demais pra isso não, filho?
Lelê: - Eu télo tanana, mãe!
Eu: - Ah tá. Você quer FRUTA, filho. FRU-TA!!!

Ajudando Tia Taty

Enquanto tia Taty trabalhava na contabilidade....

Bia: - Tia Taty, eu posso te ajudar?
Taty: - Bia, você sabe contar até quanto?
Bia: - 10.
Taty: - Então faz o seguinte, quando você aprender a contar até 100 você me avisa que aí eu deixo você me ajudar, tá bom?
Bia: - Mas tia Taty, eu sei contar até 10 em inglês!

One...
Two...
Three...

Começando do Começo

Já que toda história deve ser contada do começo, é do começo que será.
Em 2005, após um mês de relacionamento, descobri que estava grávida aos 22 anos.
Na época, pude contar apenas com o apoio feminino, ou seja, o da minha mãe e das minhas irmãs. Meu pai, cearense machista tradicionalista, ficou magoado demais para manter nosso sempre amigável relacionamento.
O pai dela, cearense imaturo desnorteado, a rejeitou ao saber de sua vinda e nos abandonou pela primeira vez.
Então, em 27 de maio de 2006, nossa vida começou, minha boneca nasceu. E, em meio a tanta solidão, mágoas e incertezas, a escolha do nome não poderia ter sido mais apropriada, "Aquela que traz a felicidade".
E como era linda a minha boneca! Branquinha, de feições pequenas e delicadas, bochechas rosadas e boquinha de coração. Com todos os seus 51cm e 3,100kg, ela ganhava a todos no primeiro instante que a viam. Bastou apenas um sorriso para que os pais, os dois, o meu e o dela, se apaixonassem perdidamente.
A felicidade voltou. Minha boneca, como o esperado, a trouxe de volta.
E esse foi o começo da nossa vida, da minha e da dela.
Mas não para por aí. A ainda falta mais uma.
Em março de 2007, já com 14 semanas, descobri que ele estava a caminho; o meu príncipe. E então decidimos que era hora de nos tornar uma família. A minha barriga crescia e com ela cresciam os nossos planos, as expectativas e a felicidade que veio com a boneca aumentou exponencialmente.
Então, em 23 de Agosto de 2007, meu príncipe veio ao mundo com exatamente os mesmos 51cm e 3,100kg. E tudo nele era diferente. Veio moreno, de cabelos escuros e covinha na bochecha. Ainda sem nome, esperamos quase uma semana até registrá-lo. Em homenagem, escolhemos "O Grande".
E, desse momento em diante, ela e ele, minha boneca e meu príncipe se tornaram a minha "Grande Felicidade".
Minha maior felicidade. E, por vezes, minha única felicidade.
E foi assim, desse jeito, que nossa vida juntos começou.
 

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